Bom demais para o Internet Explorer

Costumo usar, quando estou em casa, um monitor externo associado a meu notebook. Isso me dá uma área de trabalho bem maior (1920x1080) além de uma tela com melhor qualidade (brilho, contraste, e até mesmo o tamanho dos pixels).

Porém sempre que conectamos um monitor externo ao notebook e configuramos para que as duas telas funcionem "lado a lado" (sem ser espelhadas) a tela do notebook é colocada, por padrão, como monitor principal, e apenas ele fica com a barra de ferramentas.

Mas e se eu quiser configurar de uma forma diferente? Por exemplo, neste exato momento minha configuração de telas está assim:

Configuração com dois monitores

Vocês devem estar achando estranha essa configuração né? Bem, eu pessoalmente tenho dificuldades em usar dois monitores de tamanhos tão díspares (uma tela de 22'' e outra de 12'') lado a lado. Geralmente acabo usando apenas a de 22'' e desabilito a de 12''.

Como meu teclado doméstico USB e o do notebook possuem layouts diferentes, acabo perdendo tempo digitando coisas erradas, então decidi usar o teclado do notebook. Então coloquei-o em frente ao monitor (22'') e deitei minha tela do notebook a 180 graus (aberta completamente).

Ai quis habilitar as duas telas, deixando a do notebook quase horizontal (para não atrapalhar o monitor de 22''), deixando a de 12'' apenas para visualização da janela de IRC ("chat") e uma outra com logs do Apache.

Voltamos ao problema inicial, eu gostaria que a barra de ferramentas do Gnome ficasse na tela externa (22'') e não na do notebook!!

Bem, o processo é bem simples.

Abra seu terminal e digite (não precisa de sudo!)

$ xrandr

Ele vai mostrar seus monitores conectados e algumas características dos mesmos. Pela resolução você consegue identificar qual é qual. Veja abaixo o meu exemplo:

diraol@gandhi:~$ xrandr
Screen 0: minimum 320 x 200, current 1920 x 1880, maximum 8192 x 8192
VGA1 connected 1920x1080+0+0 (normal left inverted right x axis y axis) 510mm x 290mm
   1920x1080      60.0*+
   1680x1050      60.0
   1280x1024      75.0     60.0
   1152x864       75.0
   1024x768       75.1     60.0
   832x624        74.6
   800x600        75.0     60.3     56.2
   640x480        75.0     60.0
   720x400        70.1
LVDS1 connected 1280x800+343+1080 (normal left inverted right x axis y axis) 261mm x 163mm
   1280x800       60.0*+
   1024x768       60.0
   800x600        60.3     56.2
   640x480        59.9
HDMI1 disconnected (normal left inverted right x axis y axis)
DP1 disconnected (normal left inverted right x axis y axis)

A maior resolução é o monitor de 22'', enquanto a outra é o de 12''.

Em seguida basta executar o comando abaixo:

$ xrandr --output VGA1 --primary

Trocando VGA1 pelo monitor que você deseja que seja o primário (e que vai ter os menus!).

Espero ter ajudado!

Até a próxima!

 

Sem Teclado
Sem Teclado

Este blog tem por objetivo reunir minhas mais diversas experiências práticas com sistemas GNU/Linux de forma a documentar as dificuldades e como superei-as. Em geral são postagens mais impessoais e consideravelmente técnicas (apesar da minha tentativa de escrever da forma mais simples e que permita a qualquer pessoa entender o que se passa e seguir os procedimentos - afinal, nem tod@s são geeks ou conhecem o mundo da tecnologia à fundo).

Mas nesta última segunda-feira (28-03-2011) passei por uma aventura que não me permitirá  não expressar "minhas emoções" no caso.

Vamos ao relato.......

Eu estava no Escritório Piloto vendo meus emails, quando vi no relógio que precisava ir para minha aula. Desliguei o notebook e fui para a aula. Chegando na sala liguei-o novamente, mas - por um motivo ainda desconhecido para mim, e que vai continuar desconhecido - o sistema operacional apresentava um erro ao chegar à tela de login, e eu não conseguia entrar no sistema. Como estava na aula acabei desistindo de tentar qualquer coisa e prestei atenção à aula ("Lógica Computacional", ministrada pelo excelente João José Neto).

Depois da aula tínhamos reunião do PoliGNU, então voltei ao Escritório Piloto para nossa reunião. Chegando lá encontrei o Anderson, e pedi para que me desse uma ajuda, para tentar descobrir como resolver o erro. Pegamos o erro mostrado na tela e jogamos no google. Fomos garimpando tentando achar alguma coisa que resolvesse, mas nenhuma surtiu efeito. Então eu decidi que o melhor a fazer era formatar mesmo, seria mais rápido e prático, já que o Ubuntu costuma não dar problemas para isso (ainda mais com uma partição exclusiva para a "/home" - aonde deixo meus arquivos).

Pedi a ele que gravasse o ubuntu num pen-drive para que eu pudesse instalá-lo em meu notebook (que não tem leitor de cd/dvd) e, em seguida, comecei o processo de formatar/reinstalar. Logo no finalzinho do processo de instalação um erro foi mostrado na tela (justamente na instalação do "ecryptfs", aplicativo responsável pelo processo de (des)criptografia de arquivos e pastas). Como não tinha muitas opções, fechei a janela de erro de esperei o fim do processo de instalação.

Quando o sistema reiniciou novamente tive o mesmo problema de antes de formatar. Isso provavelmente ocorreu pois o arquivo problemático estava na minha pasta pessoal, então decidi que iria "apelar de vez" e formatar o notebook inteiro, incluindo a partição de dados. Mas claro que antes de fazer isso eu faria um backup dos meus arquivos.

Para fazer o backup, já que meu sistema não entrava (na interface gráfica), a solução seria fazer pela linha de comando. Nada que eu não tivesse feito antes. Pluguei meu HD externo e fui acessar minha pasta pessoal do notebook, e ai começaram os grandes problemas de verdade.

Quando entrei em minha pasta pessoal (/home/diraol) não encontrei nenhum arquivo. Isso pois meu diretório estava criptografado antes de formatar e, como na instalação o programa de criptografia não foi instalado corretamente, o sistema não havia "herdado" a chave de descriptografia anterior.

Por sorte o Anderson já havia passado por um problema parecido (Resgatando dados da sua home criptografada) e relatado tudo de forma bem didática em seu blog. Então fui tentar seguir o procedimento, com ele ao lado olhando e ajudando.

Primeiro passo: Logar via "Live CD" (Live USB seria o mais apropriado).

Reiniciei o sistema e dei o boot pelo pendrive, entrei no sistema Live e fui começar a seguir o procedimento. Primeiro passo, abrir uma janela de terminal. Sempre fiz isso usando a tecla de atalho (CTRL+ALT+T). Tentei mas não deu certo. Fui abrir com o mouse mesmo (PROGRAMAS > ACESSÓRIOS > TERMINAL).

Ao abrir o terminal fui começar a digitar os comandos quando tive a terrível surpresa de que meu teclado não havia sido reconhecido! Ou seja, sem teclado....

Tentei apelar e usar um teclado USB... mas este também não foi reconhecido!... E agora??????......
A primeira ideia que eu tive foi a de logar remotamente via SSH do computador do Anderson no meu. Mas isso não funcionou, pois não temos uma senha do usuário padrão dos sistemas "Live".

Então eu só tinha o mouse para resolver a minha vida... Foi com ele mesmo que me virei.

Fui em APLICAÇÕES > ACESSÓRIOS > MAPA DE CARACTERES. E fui tentando copiar/colar cada letra que precisava no terminal - seguindo o tutorial que estava aberto no notebook do Anderson. Quando terminei de "compor" a primeira linha de código veio mais um problema. Não tinha como eu "dar enter"!!!!....

A próxima tentativa de solução foi abrir o navegador (Firefox) e tentar acessar o blog do Anderson direto no meu notebook. Não dá pra copiar letra por letra na barra de endereços do navegador, pois cada vez que você tira o foco da barra de endereços e volta ele substitui todo o conteúdo. Então abri o Editor de Texto (Gedit) e "digitei" o as palavras chave "Anderson Hacklife". Copiei as duas e colei na barra de endereços, clicando no botão "IR" logo em seguida. Resultado? Apareceu o link do blog dele num dos resultados de busca do google! Sucesso (parcial!)...

Meu problema ainda era o "enter" no terminal. Então fiz uma tentativa... copiei duas linhas em branco e colei no terminal. Sucesso (mais um!), consegui simular um "enter".

Mas seguir todo o processo copiando letra por letra ia ser infindável! Então tivemos mais uma ótima ideia. Em seu notebook o Anderson criou uma página no Etherpad do stoa. Claro que quanto mais simples o endereço, melhor (afinal, eu teria que "digitá-lo" com o mouse). Então criamos a http://b.stoa.usp.br/a. Fiz meu trabalho de colagem no gedit e em seguida colei no navegador.

Dessa forma ele poderia digitar alguns comandos no etherpad e eu só os copiaria. Para evitar trabalho, optamos por mudar a senha do usuário padrão do ubuntu e, dessa forma, permitir que eu me conectasse no meu notebook via SSH por meio do notebook dele. Foi um sucesso total, conseguimos mudar a senha e assim logar em meu note.

Agora eu poderia seguir todo o procedimento diretamente pelo note dele, sem precisar ficar sofrendo com o mouse!

Segui os procedimentos descritos no post dele, consegui "descriptografar" a pasta, pluguei meu HD portátil e comecei a cópia de arquivos. Como era muita coisa, começamos a reunião do PoliGNU enquanto a cópia era realizada.

Depois de uns 20 minutos meu notebook simplesmente desligou. Religuei-o (pelo pendrive) e segui o processo para acesso remoto novamente. Dessa vez bem menos sofrido, admito. Continuei o processo de backup e um pouco antes do fim da reunião estava finda a minha aventura para recuperar os dados!

Consegui recuperar ABSOLUTAMENTE TUDO!!!!! =) Felizmente....

Só fui tentar reformatá-lo depois de algumas horas, ao chegar à casa da Haydée. Ao tentar novamente formatar tudo não consegui. Deduzi então que a imagem usada para gerar o PenDrive provavelmente estava corrompida. Fiz o download novamente do ubuntu, criei um novo pendrive de instalação (usando o notebook da Haydée), reformatei meu note e reinstalei o sistema - dessa vez sem problemas.

Fim da aventura!..... Passei um grande sufoco, eu e o Anderson demos MUITAS risadas, e no fim das contas saimos com muitos "geek points" a mais ... hehehe

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Canon mp250 foto

Informações Iniciais

Equipamento:

Multifuncional (Scanner + Copiadora + Impressora) Canon PIXMA MP250, distribuída pela ELGIN, comprada no Brasil.

Sistema Operacional:

Ubuntu 10.04 32 bits
Kernel Linux 2.6.32-25-generic #44-Ubuntu SMP Fri Sep 17 20:26:08 UTC 2010 i686 GNU/Linux

Drivers

O driver para sistemas GNU/Linux desta multifuncional não foi encontrado no site brasileiro e nem no "site oficial" (EUA). Mas o mesmo foi encontrado no site Australiano da marca.
http://support-au.canon.com.au/P/search?model=PIXMA+MP250&menu=download&filter=0&tagname=g_os&g_os=Linux
Neste link é possível encontrar os drivers para impressora e scanner. Lá estão disponíveis os Sources (códigos fonte) dos drivers, além dos drivers empacotados para sistemas Debian (.deb - debian package) e Red Hat (.rpm - Red Hat package).
A versão dos drivers disponíveis no momento em que este tutorial foi escrito são:

Processo de Instalação

* NÃO CONECTE A IMPRESSORA AINDA, PRIMEIRO VAMOS INSTALAR OS DRIVERS.

  1. Impressora

    Faça o download do driver da impressora (MP250 series IJ Printer Driver).
    Você fará o download de um arquivo compactado no formato .tar.gz . Ao descompactá-lo, você encontrará um arquivo install.sh e duas pastas packages e resources.
    Dentro da pasta packages você encontrará quatro arquivos:

    • cnijfilter-common_3.40-1_amd64.deb
    • cnijfilter-common_3.40-1_i386.deb
    • cnijfilter-mp250series_3.40-1_amd64.deb
    • cnijfilter-mp250series_3.40-1_i386.deb

    Clique duas vezes sobre o arquivo cnijfilter-common_3.40-1_i386.deb para instalá-lo, ao clicar será aberta a tela do instalador automático. Em seguida instale, seguindo o mesmo procedimento, o arquivo cnijfilter-mp250series_3.40-1_i386.deb .
    Agora conecte a impressora, desligada, no computador e ligue-a em seguida. O Ubuntu irá reconhecer sua impressora automaticamente e configurá-la. Em poucos segundos ela estará pronta para ser utilizada.

  2. Scanner

    O procedimento para instalação do scanner será um pouco mais elaborado, vai exigir algumas configurações a mais. Mas vamos detalhar todo o procedimento abaixo, então vamos com calma!

    1. Instalando o driver do scanner
    2. Faça o download do driver do scanner (MP250 series ScanGear).
      Você fará o download de um arquivo compactado no formato .tar.gz . Ao descompactá-lo, você encontrará um arquivo install.sh e duas pastas packages e resources.
      Dentro da pasta packages você encontrará quatro arquivos:

      • scangearmp-common_1.60-1_amd64.deb
      • scangearmp-common_1.60-1_i386.deb
      • scangearmp-mp250series_1.60-1_amd64.deb
      • scangearmp-mp250series_1.60-1_i386.deb

      Clique duas vezes sobre o arquivo scangearmp-common_1.60-1_i386.deb para instalá-lo, ao clicar será aberta a tela do instalador automático. Em seguida instale, seguindo o mesmo procedimento, o arquivo scangearmp-mp250series_1.60-1_i386.deb .

    3. Instalando o software Sane, que será o responsável no sistema por escanear os arquivos.

      É aqui que a coisa fica um pouco mais trabalhosa. Este processo será efetuado no terminal (console) de seu sistema. Para abrir o terminal vá em Aplicativos > Acessórios > Terminal . Um outro modo é utilizar o atalho de teclado: Ctrl + Alt + T
      Cada linha em destaque será um comando, para executá-la tecle enter ao fim da digitação.
      Primeiro instalamos alguns pacotes necessários para o sistema configurar o que deve:
      sudo apt-get install -y libusb-dev build-essential git-core
      Em seguida faremos o download da versão mais atualizada do programa sane-backend:
      git clone git://git.debian.org/sane/sane-backends.git
      Ao fim do download entre na pasta aonde o download foi realizado:
      cd sane-backends
      Agora iremos configurar o que deverá ser instalado:
      ./configure --prefix=/usr --sysconfdir=/etc --localstatedir=/var
      Atenção, na linha acima antes de prefix, sysconfdir e localstatedir o símbolo utilizado é  - - (menos menos, sem espaço entre eles)
      Agora, após configurar, vamos gerar o instalados:
      make
      Agora que o instalador foi gerado, instalemos o programa:
      sudo make install
      Agora falta apenas acertarmos algumas permissões de alguns arquivos. Para tanto, abra o editor de texto (gedit) pelo terminal, como super usuário:
      sudo gedit
      Agora que o editor de texto está aberto, copie as linhas abaixo dentro dele:
      SUBSYSTEM=="usb",ENV{DEVTYPE}=="usb_device",MODE:="0666",GROUP:="saned"
      SUBSYSTEM=="usb_device",MODE:="0666",GROUP:="saned"
      Salve este arquivo na seguinte pasta /etc/udev/rules.d/ com o nome 40-scanner-permissions.rules
      Agora seu scanner deve estar instalado e pronto para funcionar.

Se tiverem algum problema e/ou dificuldade podem perguntar abaixo!!

Espero ter ajudado!

O software Ftool[1] é "Um Programa Gráfico-Interativo para Ensino de Comportamento de Estruturas".

Hoje, me pediram para ajudar na "instalação" do mesmo num notebook cujo sistema operacional é o Ubuntu Lucid Lynx (10.04).

A primeira coisa que me veio à mente foi: "Vou precisar usar o Wine ou o DosBox" para fazê-lo funcionar. Porém, ao entrar no site do programa tive uma agradabilíssima surpresa. Lá estava disponível uma versão "para Linux" para se fazer o download. Eu, enquanto estudante de engenharia, sei o quão difícil é encontrar, na área técnica, pessoas e programas preocupados em atender a demanda de usuários de software livre. Por isso faço questão de dizer quando encontrar algum bom exemplo.

Infelizmente este software não é um Software Livre, seu código fonte não está disponibilizado, mas já é um grande avanço ele oferecer algum tipo de suporte para usuários de sistemas operacionais livres. Será muito bom se ele veier a ser liberado sob uma licença livre em algum momento, para que a comunidade possa contribuir para o desenvolvimento desta ferramenta e de muitas outras. Seria, inclusive, boa, do ponto de vista didático, a possibilidade de estudantes de engenharia participarem deste desenvolvimento.

Voltando à questão inicial, da "instalação" do programa.

A instalação

No site há disponibilizado para download os arquivos "ftool212linux24g3.tgz" e "ftool212linux26g4.tgz". A diferença entre eles é que o primeiro foi compilado para o kernel 2.4 e gcc3, enquanto o segundo foi compilado para kernel 2.6 e gcc4.

Seguindo a sugestão do comentário do Leonardo Goliatt, o processo para instalar (num sistema 64 bits) fica assim:

cd /tmp
sudo aptitude install libmotif3
mkdir -p ftool212linux26g4
cd ftool212linux26g4
wget -c http://www.tecgraf.puc-rio.br/ftp_pub/lfm/ftool212linux26g4.tgz
tar -zxvf ftool212linux26g4.tgz
sudo cp Ftool /usr/local/bin/
sudo ln -s /usr/local/bin/Ftool /usr/local/bin/ftool
sudo wget -c http://mirror.pnl.gov/ubuntu//pool/multiverse/o/openmotif/libmotif3_2.2.3-2_amd64.deb
sudo dpkg -x libmotif3_2.2.3-2_i386.deb /tmp
sudo cp /tmp/usr/lib/libXm.so.3 /usr/lib32/
cd -
ftool

Caso você queira instalar num sistema operacional 32bits basta mudar a linha

sudo wget -c http://mirror.pnl.gov/ubuntu//pool/multiverse/o/openmotif/libmotif3_2.2.3-2_amd64.deb

por

sudo wget -c http://mirror.pnl.gov/ubuntu//pool/multiverse/o/openmotif/libmotif3_2.2.3-2_i386.deb

O primeiro erro que encontrei foi que a versão que estava tentando ser rodada era a para kernel 2.4 e gcc3, enquanto o sistema operacional possui o kernel 2.6 e gcc4.

Assim, a primeira coisa que fiz foi baixar a versão correta. Ao descompactar o arquivo tgz encontrarmos um executável. Tentei executá-lo pela interface gráfica mas não obtive sucesso. Em seguida tentar pelo terminal (fui até a pasta aonde o arquivo executável estava e digitei [code] $ ./ftool [/code]), mas também não obtive sucesso. Porém tive uma mensagem de retorno de erro:
"error while loading shared libraries: libXm.so.3: cannot open shared object file: No such file or directory".

Procurei a tal da biblioteca "libxm" no repositório do ubuntu
[code] $ aptitude search libxm [/code]
mas não encontrei nada que pudesse realmente me ajudar.
Fui então ao site do programa ver se havia alguma referência, e reparei que o programa utiliza a biblioteca "OSF Motif". Entrei no site da biblioteca[2], fiz o download do instalador ".deb" para ubuntu lucid lynx 32bits e instalei-a. Porém o programa continuou não funcionando, acusando o mesmo erro de antes.

Parti então para a busca na internet.
Já no primeiro link[3] encontrei a sugestão de instalar a biblioteca libmotif3 presente no repositório oficial do sistema operacional.
Ao tentar instalar tal biblioteca ([code] $ sudo aptitude install libmotif3 [/code]) fui alertado que a "openmotif" seria desinstalada. Aceitei o procedimento e segui à frente.

Com isso consegui fazer funcionar o Ftool até agora perfeitamente, ainda não apresentou nenhum erro ou problema.

Portanto, para os que desejam utilizar o Ftool no ubuntu (10.04), o procedimento, só pela interface gráfica, é:

1) Faça o download da versão para kernel linux 2.6 e gcc 4: http://www.tecgraf.puc-rio.br/ftp_pub/lfm/ftool212linux26g4.tgz
2) Descompacte o arquivo numa pasta de sua preferência (Clique com o botão direito do mouse e clique em extrair).
3) Agora vá ao menu APLICATIVOS > CENTRAL DE PROGRAMAS UBUNTU e busque por libmotif3 e instale o resultado da pesquisa.

Pronto, agora seu Ftool já deve estar funcionando! =)

Espero ter contribuido, e me coloco à disposição para dirimir quaisquer possíveis futuras dúvidas e dificuldades!

[1] https://web.tecgraf.puc-rio.br/ftool/#download
[2] http://www.openmotif.org/
[3] http://ubuntuforums.org/showthread.php?t=39556

[Update]
O desenvolvedor do Ftool, Luiz Fernando Martha, colocou este post como referência no site do Ftool, agradeço pelo prestígio!

Um dos fenômenos da internet, a rede NING - uma rede de redes sociais - vai mudar seu modelo de negócio. Até "ontem" qualquer pessoa poderia acessar o site principal da rede e por um processo simples, configurar uma nova rede social.

Muitas empresas optaram por este modelo (rede social) para organizar sua comunicação interna, desde a empresa toda até os diversos departamentos. Muitos grupos auto-organizados também o fizeram. Foram criadas redes como a da ABRACCI (Articulação Brasileira contra a Corrupção e Impunidade), a HackerspaceSP, e muita outras.

O Software utilizado pela empresa é de uma grande facilidade de configuração e utilização, mesmo pelos menos chegados a tecnologia. Isso fez com que o número de redes sociais criadas fosse imenso, hoje se falam em mais de 2 milhões de redes criadas na plataforma NING.

Porém, o software utilizado para criar essas comunidades não é um software livre. E isso se tornou um problema agora.

Uma mudança estratégica que está em implementação dentro da empresa responsável pelo NING definiu que, a partir de agora, todas as redes da plataforma serão pagas. Eles estão extinguindo o serviço gratuito. Isso inclui as redes que já foram criadas e existe e são largamente utilizadas. Seguindo um cronograma de mudanças (ao qual ainda não tive acesso), todos os responsáveis pelas redes serão notificados e, caso desejem manter a rede, terão que pagar pelo serviço.

A questão que levanto aqui não é se o valor cobrado é alto ou baixo, se vale o custo ou não. Para mim a grande questão é a liberdade! Caso alguém deseje levar tudo que já foi contruido em sua comunidade embora, não será possível. Você tem que optar por pagar o serviço ou abandonar o barco, deixando tudo para trás. E isso sim pode ser muito problemático.

Os "gerentes" ou "administradores" que optaram pelo modelo de rede social para organizar suas equipes terão duas opções:

  1. repensar a estratégia organizativa da empresa;
  2. pagar pelo serviço e continuar dependente da empresa mantenedora do NING.

No primeiro caso geram-se custos de planejamento, haverá uma queda de rendimento, será necessária toda uma readequação e, talvez, treinamento dos funcionários para o futuro formato organizativo e por ai vai.
No segundo caso, o maior problema é continuar dependente da empresa responsável pela rede.

Vejam que se o software utilizado fosse um software livre, cada empresa poderia realizar sua própria instalação numa hospedagem contratada e migrar os dados, sem prejuízo de reorganização ou manter dependência exclusiva para com uma empresa. Além disso, cada empresa poderia contratar profissionais para criar novas funcionalidades e fazer melhorias e adaptação de acordo com suas necessidades. Enfim, existem muitas outras vantagens.

Como sugestão de software livre a ser utilizado para criar comunidades virtuais, existem vários, um que implementei recentemente foi o ELGG. Achei ele bem interessante, ainda tem muito a crescer mas, para a maioria dos casos, já consegue suprir a necessidade organizativa das empresas e grupos outros.

proprietary-software

Relato

Sou colaborador na Escola de Governo (EG) e, dentre algumas coisas que faço eu cuido do site da Escola, em conjunto com o Leandro Salvador.
Reformulamos o site ano passado (2009) e uma das ferramentas que usamos foi um fórum (phpBB), com a espectativa de que ele fosse utilizado para Organização interna e como espaço de debate/discussão. Percebendo que não tivemos muito sucesso com a ferramenta, surgiu a ideia de criarmos uma comunidade virtual.
O Leandro já conhecia e utilizava algumas comunidades no NING, e, em função disso, propôs de utilizarmos o NING.

Fui conhecer um pouco melhor a ferramenta, e descobri que a mesma não é livre. Assim me opus à utilização do NING (que inclusive traria algumas dificuldades para integrar com o site atual), e fui buscar uma alternativa.

Conheci o ELGG, que é software livre. Instalei-o em nosso servidor e realizei a tradução de quase 80% da interface gráfica (user e admin) dele e coloquei-o para funcionar.

Agora fico me perguntando. Se tivessemos utilizado o NING e ele estivesse em pleno funcionamento, como faríamos?! Não temos verba para dispender com isso. A hospedagem somos nós que oferecemos (o Leandro tem a hospedagem que ele já utiliza e ele apenas cedeu um pouco de espaço). Projeto, instalação, manutenção e atualização do site somos nós que fazemos, voluntariamente. A solução seria ter que abandonar o barco e isso, com certeza absoluta, iria ser de grande impacto, uma vez que as pessoas que não são "ligadas ao mundo da tecnologia" demoram a participar de espaços tecnológicos e se, depois de ela começar a usar, as coisas tiverem que ser totalmente mudadas, a chance de ela retornar e aprender uma nova ferramenta é baixíssima. Isso iria afastar muita gente.

Enfim, são só algumas reflexões a cerca de porque, cada vez mais, eu tento só uso software livre.

Referências
ForumPCs - Coluna da Elis Monteiro
Welcome.com.br
ELGG

UPDATE (21-04-2010 - 23h09m)
http://blog.ning.com/2010/04/an-update-from-ning.html Post Oficial da rede avisando sobre o fim do serviço gratuito.
Neste post eles dizem que permitirão a migração das comundiades para outros serviços, mas não sei como isso se dará, já que o NING é um software proprietário, e não sei como os dados estão estruturados para serem migrados para outros serviços, isso provavelmente dará muito trabalho (tempo e $).
Uma boa alternativa seria a comunidade criar um script de migração para o ELGG, mas acho que isso vai ser bem difícil.

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